O custo do seguro automotivo caiu para as mulheres e subiu para os homens no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Creditas Seguros. O preço médio das apólices para o público feminino passou de R$ 2.908, em janeiro, para R$ 2.219, em junho, uma redução de 23,7%. Entre os homens, houve aumento de 6,4%, de R$ 2.390 para R$ 2.542 no mesmo período.
O estudo considera cotações realizadas em 11 capitais brasileiras com maior representatividade no mercado automotivo, segundo a Fenabrave, e os dez modelos mais vendidos em cada período. Os resultados representam uma inversão em relação aos dados registrados entre janeiro e fevereiro, quando os preços haviam subido 14% para homens e 16% para mulheres.
A alta entre os homens foi observada em quase todas as capitais analisadas, com destaque para Vitória (31%), Brasília (17%) e Goiânia (14%). Já as maiores quedas para as mulheres ocorreram em Porto Alegre (29%), Salvador e São Paulo (26% cada).
Depois de cinco meses de movimentos distintos, junho apresentou queda no preço médio do seguro para ambos os perfis. Entre os homens, a redução foi de 8,3%, enquanto entre as mulheres chegou a 17,6%.
Entre os veículos analisados, os eletrificados continuam apresentando as apólices mais caras. O BYD Song Plus registrou o maior valor médio nacional: R$ 4.210 para homens e R$ 4.018 para mulheres. Segundo Marcelo Baseoti, gerente da Creditas Seguros, o custo mais elevado está relacionado principalmente ao preço das peças e da reposição desses veículos.
Na outra ponta, o Chevrolet Onix 1.0 apresentou o seguro mais barato, com médias de R$ 1.680 para homens e R$ 1.483 para mulheres. Fiat Argo 1.0 e Hyundai Creta Action também registraram quedas expressivas.
O valor do seguro, no entanto, varia conforme fatores como endereço, local onde o veículo fica estacionado, idade do condutor e histórico de sinistros.
Com informações de Felipe Viana, do Autoesporte.