Quem teve carro nos anos 1990 e início dos anos 2000 provavelmente se lembra da gravação da placa nos vidros. A prática se popularizou diante do aumento de roubos e furtos, especialmente de veículos destinados ao desmanche, com o objetivo de dificultar a comercialização das peças no mercado ilegal.
Mais de duas décadas depois, o conceito ganha uma nova versão e passa a abranger praticamente todo o veículo. Conhecida como “Vacina Contra Roubo”, a tecnologia é utilizada desde 2001 em caminhões, vans e máquinas e agora chega aos carros de passeio. O sistema grava permanentemente cerca de 100 componentes, entre peças mecânicas, estruturais e de acabamento.
A identificação é feita com a placa do próprio veículo. Em peças metálicas, a marcação utiliza equipamento pneumático, enquanto componentes plásticos, faróis e lanternas recebem gravação a laser na parte interna, preservando a aparência externa.
Segundo Solon Pereira, um dos fundadores da “Vacina Contra Roubo”, a versão para carros de passeio foi desenvolvida a partir da demanda de consumidores que já conheciam a tecnologia aplicada em veículos comerciais.
O procedimento leva cerca de quatro horas e inclui a identificação de itens como motor, câmbio, suspensão, portas, capô, para-choques, faróis, lanternas, módulo eletrônico e turbocompressor. Ao final, adesivos refletem a informação de que o veículo possui componentes identificados.
A tecnologia não impede roubos ou furtos, mas dificulta a comercialização das peças e facilita a identificação caso sejam encontradas separadamente. A origem pode ser consultada por meio de aplicativos oficiais.
Segundo a empresa, mais de 40 mil veículos comerciais já receberam o sistema, que está disponível para carros, SUVs, picapes, motocicletas, caminhões e máquinas.
Os preços começam em R$ 1.190 para hatches e sedãs e chegam a R$ 1.790 para modelos 4×4. Atualmente, o atendimento ocorre em unidades credenciadas de seis estados brasileiros.
Com informações de Iago Garcia, da Autoesporte e imagem do Instagram.