O Ministério de Minas e Energia formalizou o plano de testes para uma nova mistura de gasolina, que prevê 35% de etanol anidro na composição, ante os atuais 32%. Os testes começam nesta semana e avaliam a viabilidade da chamada gasolina E35. A iniciativa integra a Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), que prevê medidas para reduzir emissões de gases poluentes e diminuir a vulnerabilidade do mercado nacional às oscilações internacionais do petróleo.
O cronograma foi aprovado pelo Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro (CTP-CF). A eventual adoção definitiva da E35, porém, dependerá dos resultados dos estudos e de aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Portanto, os testes não significam uma mudança imediata no percentual de etanol vendido nos postos.
Para os proprietários de veículos flex, o aumento do etanol pode elevar o consumo de combustível, já que seu poder calorífico é menor que o da gasolina. Por outro lado, motores mais modernos possuem sistemas eletrônicos capazes de identificar a composição do combustível e ajustar seu funcionamento.
Os testes também vão avaliar possíveis impactos sobre o desempenho, as emissões e a durabilidade dos componentes dos veículos. Segundo especialistas, os efeitos merecem atenção principalmente nos modelos mais antigos, que podem ter sido projetados para trabalhar com concentrações menores de etanol.
A participação do biocombustível na gasolina brasileira vem aumentando ao longo dos anos. O percentual, que durante muito tempo foi de 22%, passou para 27,5% em 2015, 30% em agosto de 2025 e 32% em agosto de 2026. Agora, o governo avalia a possibilidade de chegar aos 35%.
Com informações de Cauê Lira, do Autoesporte.